fev 28 2013

O que é possível apreender de gestão de projetos com o passageiro do Portão 1?

Olá GP,

Hoje quero começar o post de uma forma diferente e não vou falar sobre técnicas, mas de uma lição que podemos tirar da vida e colocar tanto na gestão de projetos como no nosso dia-a-dia.

Estava nessa ultima quarta-feira no aeroporto de Salvador embarcando para retornar para casa após três dias de trabalho intenso em um projeto.

Chego ao aeroporto no horário previsto, às 16h10 e sigo para a sala de embarque. Vou direto, pois utilizei a ferramenta de Web Check-in disponível pela empresa aérea. Saí da empresa às 15h45 conforme combinado previamente com o taxista. Isso mesmo o tempo de deslocamento entre o escritório do projeto e o aeroporto é de 25 minutos.

Bom, vou diretamente ao portão de embarque, o Portão 1. Procuro uma poltrona disponível na região de embarque, sento e começo a checar meus e-mails esperando o horário certo para embarcar.

Pontualmente às 16h34, acontece à primeira chamada para embarque do meu voo sentido a Campinas, São Paulo.

Eis que nesse momento, surge um rapaz, jovem aparentando entre 27 e 30 anos de idade, usava calça jeans, camiseta e boné. Tinha ainda uma mochila nas costas do tipo esportiva e segura em sua mão direita o celular e na outra o cartão de embarque de sua Cia aérea. Estava todo suado e aparentava uma expressão com uma mistura de desespero com medo. Ele se vira e pergunta ao atendente do Portão 1:

Rapaz: “-Senhor, eu perdi o voo por 1 minuto e me disseram para vir aqui!” – fala o rapaz com voz de certo desespero.

Atendente: “-Eu não trabalho para a companhia aérea que o senhor perdeu o voo,” Responde o atendente que verificou que o cartão de embarque não mão do rapaz se tratava de outra Cia aérea e continua: “o Senhor deve procurar alguém da sua Cia aérea para te ajudar.”.

O rapaz todo despertado responde: “-Eu já procurei e me disseram para me dirigir até o Portão 1!”

Atendente: “-Senhor eu não posso te ajudar.”.

O rapaz ficou ali rodeando o Portão por volta de alguns minutos e falando com alguém no telefone que ao menos aparentava como sua esposa.

Rapaz: “-É amor, eu perdi o voo. É eu sei você está certa. Meu medo é ter que dormir na rodoviária…”.

De repente um passageiro que estava atrás de mim na fila se volta para ele e diz: “-O senhor pode ir ao balcão de informação e eles te ajudam, ou então olhe no painel de voos e veja onde há embarque da sua Cia aérea e procure por eles”.

O rapaz responde: “-Eu já fiz isso e me mandaram aqui!”.

Nisso o atende retorna e o jovem tenta novamente, mas sem sucesso sai em retirada a procura de alguém para lhe ajudar.

Três coisas nesse ponto me chamaram a atenção:

Como planejamento, comunicação e pró-atividade podem fazer tanta diferença.

Digo isso, pois sobre o planejamento o rapaz perdeu seu voo por 1 minuto e isso me chamou a atenção. Quantas vezes na vida perdermos por uma fração de tempo coisas que são importantes.

Levando isso para o âmbito de projetos, muitas das vezes fazemos enormes planejamentos, desenhamos escopos impecáveis, planejamos as atividades de forma mais realista possível e temos todo o projeto como um possível sucesso, mas na hora da executar, falhamos ou deixamos de entregar algo por “1 minuto” e então geramos diversos problemas para o nosso projeto.

Na sequência vem a comunicação pois sempre quando temos um grande problema em mãos, buscamos o máximo de informação e comunicação com as pessoas próximas para resolver.

Esse é um dos fatores que considero critico para o Gerente de Projetos, saber buscar a informação correta com as pessoas certas do projeto, sejam elas da equipe do projeto, cliente, outros Stakeholder ou o Sponsor do seu projeto.

Em quaisquer tipos de projetos, sempre teremos imprevistos e problemas para resolver e devemos preparados para procurar a informação e manter a comunicação efetiva, mas muitas das vezes, mesmo que por melhor que seja, recebemos a informação errada, como no caso do rapaz ele foi procurar a informação, mas provavelmente recebeu uma informação incorreta e trabalhou suas expectativas e problemas sobre essa ótica.

E então chegamos ao terceiro aspecto: pró-atividade.

Chamou a minha atenção a demora do rapaz em procurar alternativas para seu problema, ele ficou alguns minutos ali no portão de embarque, que para alguém que perdeu o voo por 1 minuto, alguns minutos pode ser sinônimo de não chegar em sua casa hoje. Ele já tinha um problema na execução de sua tarefa, afinal por 1 minuto ele perdeu o voo e ele precisava remarcar sua passagem, mas recebeu a informação errada para onde se dirigir e no meu ponto de vista restava uma única coisa: Ser proativo e recomeçar novamente a buscar informação e planejar novamente como ele chegaria em casa ainda hoje.

Em muitos projetos, quando a execução não ocorre conforme o planejado e existem problemas para resolver e nem todas as informações está na mão do Gerente de Projetos, vejo que todos em vota se acomodam e deixam como se fosse “cair do céu” a solução.

Para mim, a pró-atividade é algo essencial para o Gerente de Projeto e sua equipe. Acredito o que faz um ótimo Gerente de Projetos é o famoso CHA (Conhecimento, Habilidade e Atitude), mas isso, vamos deixar para um próximo post.

Realmente fiquei torcendo para que o rapaz conseguisse modificar sua passagem, mas para ele, faltou pró-atividade nesse momento.

Acredito que podemos aprender três coisas com essa história.

  1. Não perca “1 minuto” de seu projeto e execute o que está planejado. Mas se mesmo assim, os riscos viraram problemas ou apareceu algo inesperado em seu projeto;
  2. Comunique-se, o melhor possível. Tente encontrar as possíveis causas dos problemas ou soluções para ele. Mas se mesmo assim as informações não forem suficientes;
  3. Haja com pró-atividade e não espere a solução cair do céu. Busque começar novamente, planejando suas atividades e buscando soluções inovadoras.

É isso pessoal!

Sucesso a vocês e grande abraço.

 

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fev 27 2013

Estante Ação GP: Gestão de Mudança em tempos de oportunidades

Olá GP,

Hoje gostaria de destacar o livro “Gestão de Mudanças em Tempos de Oportunidades” por
Mario Persona.

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É um livro de gestão empresarial que traz inúmeras crônicas e analogias sobre como nos comportar e nos adaptar no processo de mudança.

Quero recomendar o livro, que por mais que não esteja ligado diretamente a carreira de projetos, está ligado a gestão de forma geral e com a vida.

Gostaria de deixar uma frase que retirei do livro: “A maior parte do que hoje chamamos de gestão não passa de intromissão na maneira como as pessoas já fazem o trabalho”

Trecho de: Persona, Mario. “Gestão de Mudanças em Tempos de Oportunidades.”

É isso pessoal!

Sucesso a vocês e grande abraço.

 

 

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jan 10 2013

O importante é deixar os principais Stakeholders satisfeitos!

Olá GP,

Muito se ouve falar sobre o gerenciamento das partes interessadas em projetos. Os modelos de gestão nos ensinam que o gerenciamento dos Stakeholders é algo que deve fazer parte da gestão do projeto. Concordo em grau e gênero com essa afirmação e procuro realizar esse trabalho efetivamente. Mas ultimamente tenho observado que o importante é deixar o(s) principal(is) Stakeholder(s) do projeto satisfeito(s)*.

Afirmo isso, pois quantas vezes você já trabalhou em projetos onde achou que estava um sucesso e foi falar com as partes interessadas e elas tinham uma visão diferente da sua? Ou até mesmo ao contrário. Você trabalha em um projeto que ao seu ponto de vista deixou muito a desejar e para os principais interessados o projeto foi um “sucesso”.

Geralmente associamos o principal interessado como o Sponsor do projeto, mas esse é um conceito ao meu ponto de vista totalmente errado. De fato, o sponsor, sim é a parte mais interessada no projeto, porém temos outras áreas.

Se você trabalha em projetos de implementação de ERP, por exemplo, temos áreas como vendas, logística, compras, financeiro, contabilidade, etc. que são afetadas. Imaginem se para cada área temos um diretor diretamente envolvido no projeto. Supondo que todos os diretores são a favor da execução do projeto e se algum requisito (isso mesmo um requisito!), de suas qualquer uma das áreas não for atendida, para esse diretor afetado, o projeto pode ter ser um fracasso! Isso mesmo, devido a um requisito não atendido o projeto se torna um fracasso.

Você como gestão efetiva do projeto pode ter cumprido o custo e o cronograma, mas negligenciou um requisito do escopo do projeto e isso pode fazer toda a diferença do sucesso do projeto, perante a os interessados com maior influencia no projeto.

Esse é apenas um exemplo! Existem diversas outros pontos que podem não “agradar” os interessados no projeto, como um integrante da equipe que não trabalha de forma adequada, uma comunicação mal realizada, conflitos não resolvidos e assim por diante.

Saibam que tenho uma visão clara de que todos os Stakeholders do projeto tem sua importância, mas somente os que de fato tem poder de influenciar diretamente o destino do projeto, esses sim devem ser tratados de forma bem dedicada.

Existem diversas formas e metodologias para o gerenciamento das partes interessadas que você pode ver alguns exemplos nesse link, mas o que acho mais importante e que quero aqui expor é: procure deixar os principais Stakeholders Satisfeitos.

Bom, espero que você possa refletir sobre esse tema.

Também é possível comentar esse post diretamente no blog ou mande um e-mail para nós: contato@acaogp.com.br

Você também pode curti nossa página no Facebook: facebook.com.br/acaogp ou então nosso grupo no Linkedin: linkedin.com/acaogp

Até mais e coloque em Ação as boas práticas do Gerenciamento de Projetos!

Nota:

*coloco dessa forma, pois cada projeto tem suas características

PS.: Artigo também disponível no site Administradores.com

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out 02 2012

Conheça sete carreiras (e salários) em ascensão

Você sabia que o profissional de projetos é um dos mais valorizados e está em ascensão no mercado! Leia a matéria da Veja no link abaixo:

Conheça sete carreiras (e salários) em ascensão – Educação – Notícia – VEJA.com.

Boa Leitura!

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set 25 2012

Como estimar os custos do projeto de TI – Gestão – CIO

Excelente artigo do site CIO sobre estimativas de custos de projeto. Nele o autor passa uma visão sucinta das estimativas de projetos de TI. Uma leitura muito rápida.

Como estimar os custos do projeto de TI – Gestão – CIO.

Boa leitura.

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jul 27 2012

Gerenciamento dos custos do projeto

Olá pessoal,

Nos últimos blogs, venho comentando sobre as áreas de gerenciamento de projeto.

Lembro que o objetivo é dar uma visão geral dos processos e áreas e não se aprofundar em cada tema. Caso você tenha interesse em se aprofundar ainda mais nos processos, procure a documentação no PMI. Se tornando um filiando, o PMBOK será disponibilizado, como bem como os Standards do PMI.

Hoje gostaria de compartilhar com vocês sobre os processos de gerenciamento de custos.

O gerenciamento de custos em projeto contém os processos necessários para as estimativas, orçamento e controle dos custos de maneira que o projeto possa terminar dentro do orçamento aprovado. Os processos de gerenciamento de custos são:

•    Estimar os custos – o processo de estimativa de custos dos recursos monetários necessários para terminar a atividade do projeto

•    Determinar o orçamento – o processo de agregação das atividades do projeto ou pacotes de trabalho para determinar uma linha base autorizada dos custos.

•    Controlar os custos – é o processo de monitoramento do andamento do projeto para atualização do orçamento e gerenciamento das mudanças na linha base dos custos.

Até o próximo post!

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jul 20 2012

Gerenciamento de tempo em projetos

Olá Pessoal,

Nesta semana vamos falar sobre os macros processos do gerenciamento de tempo do projeto.

O gerenciamento de tempo em projetos inclui os processos necessários para gerenciar o término pontual do projeto. Ele tem por sua vez os seguintes processos:

  • Definir atividades – o processo de identificação das ações específicas a serem realizadas para produzir entregas do projeto
  • Sequenciar atividades – o processo de identificação e documentação dos relacionamentos entre atividades do projeto
  • Estimar os recursos das atividades – o processo de estimativa de tipos e quantidades de material, pessoas, equipamentos ou suprimentos que serão necessários para realizar cada atividade.
  • Estimar duração das atividades – o processo de estimativa mais próxima possível do número de períodos de trabalho que serão necessários para terminar especifica com os recursos estimados.
  • Desenvolver cronograma – o processo de análise das sequencias das atividades, suas durações, recursos necessários e restrições do cronograma visando criar o cronograma do projeto.
  • Controlar o Cronograma – o processo de monitoramento do andamento do projeto para atualização do seu progresso e gerenciamento das mudanças feitas na linha base do cronograma.

Até o próximo post!

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jul 13 2012

Gerenciamento do escopo do projeto

Olá pessoal!

No post de hoje, vamos falar sobre o processo de gerenciamento do escopo do projeto.

Dentro da área do gerenciamento do escopo do projeto, obtemos o escopo do produto do projeto, onde as características e funções descrevem um produto, serviço ou resultado, e pode-se obter o escopo do projeto que descreve todo o trabalho necessário para realizar a entrega de um produto, serviço e resultado com as características e funções específicas.

Portanto, o gerenciamento do escopo do projeto, inclui os processos necessários para assegurar que o projeto inclui todo o trabalho necessário, e apenas o necessário, para terminar o projeto com sucesso.

Dentre seus processos encontram-se:

  • Coletar Requisitos;
  • Definir Escopo;
  • Criar a EAP – Estrutura Analítica do Projeto;
  • Verificar o Escopo;
  • Controlar o Escopo.

Até o próximo post!

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jul 06 2012

Gerenciamento da Integração em Projetos

Olá Pessoal,

Hoje, gostaria de compartilhar com vocês rapidamente a respeito do processo de Gerenciamento da Integração do Projeto.

Meu objetivo aqui, não é aprofundar no conhecimento de cada área, mas sim contextualizar sobre as áreas do gerenciamento de projeto, e por isso, neste post vou ser bem objetivo.

O Gerenciamento da Integração do projeto é o primeiro processo mencionado no PMBOK e “inclui os processos e atividades necessárias para identificar, definir, combinar, unificar e coordenar os vários processos dos grupos de processos de gerenciamento” do projeto. PMBOK 4ª Edição.

A figura abaixo ilustra essa definição:

No processo de Gerenciamento da Integração do projeto o PMBOK prevê os seguintes processos:

  • Desenvolver o Termo de Abertura do Projeto;
  • Desenvolver o Plano de Gerenciamento do Projeto;
  • Orientar e gerenciar a execução do projeto;
  • Monitorar e controlar o trabalho do projeto;
  • Realizar a integração do controle de mudança;
  • Encerrar projeto ou fase.

Até a próxima!

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jun 30 2012

Uma Visão Geral do Gerenciamento de Projetos

Olá Pessoal,

Periodicamente iremos postar um artigo que trará uma visão geral do gerenciamento do projeto.

Essa semana, vamos falar então sobre o projeto em si!

Sempre que uma organização, seja ela com fins lucrativos ou não, tem a necessidade de investir tempo e recursos (digo recursos, pois nem sempre podemos entender como dinheiro, mas também humanos), é criado um projeto para desenvolvê-lo. Podemos utilizar os seguintes exemplos:

  • Evento de formatura;
  • Projeto Social;
  • Abertura de uma nova fábrica;
  • Projetos de implementação de Software.

Para quaisquer uns desses empreendimentos acima temos presente basicamente os seguintes perguntas:

  • O que deve ser feito? – aqui estamos falando do escopo!
  • O que trabalho vai requerer? – aqui se referência aos recursos que devem ser empregados
  • Quando deve estar pronto? – aqui ao tempo e atividades que devem ser realizadas.

Então podemos dizer, que um projeto é um trabalho que deve ser realizado com recursos disponíveis em um prazo estipulado.

Mas para o PMI que é responsável pelo PMBOK, como se define um projeto?

Segundo o PMBOK 4ª Edição “Um projeto é um esforço temporário empreendido para criar um produto, serviço ou resultado exclusivo. A sua natureza temporária indica um início e um término definidos”.

Com isso, é possível afirmar que o projeto visa atender a requisitos necessários de uma organização dentro de um prazo estimado.

Dentro desse conceito, o PMBOK 4ª Edição, é divido em nove (9) áreas de conhecimento, que gostaria de citar abaixo:

  • Gerenciamento de Integração em projetos
  • Gerenciamento de Escopo em projetos
  • Gerenciamento de Tempo em projetos
  • Gerenciamento de Custo em projetos
  • Gerenciamento da Qualidade em projetos
  • Gerenciamento de Recursos Humanos em projetos
  • Gerenciamento de Risco em projetos
  • Gerenciamento de Aquisições em projetos
  • Gerenciamento da Comunicação em projetos.

A ideia nessa semana era de explorar essa introdução ao gerenciamento de projetos que pode e deve ser aplicado inclusive no seu dia-a-dia.

Nas próximas postagens, aprofundaremos um pouco mais sobre cada área de gerenciamento de projeto.

Até a próxima.

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